Em um cenário político marcado por rupturas e disputas internas, a corrida pela prefeitura de Nova Ubiratã ganha contornos de uma verdadeira batalha pelo poder. O atual prefeito, Edegar José Bernardi, conhecido como “Neninho da Nevada”, enfrenta um ambiente de crescente desunião em seu grupo político, que se intensificou nos últimos quatro anos e tem fortalecido o retorno do ex-prefeito Valdenir Santos, uma figura política conhecida e respeitada no município.
Edegar: De Prefeito a Ditador?
Edegar José Bernardi, que assumiu a prefeitura com promessas de continuidade e progresso, rapidamente se distanciou de seus aliados mais próximos. Em um movimento que chocou a classe política local, Edegar centralizou o poder, tomando decisões de maneira autoritária e sem consultar suas bases de apoio. Esse comportamento fez com que muitos o rotulassem como um “ditador”, dada a forma centralizadora com que passou a governar.
A situação foi particularmente difícil para seu vice-prefeito, Adilsinho, que foi completamente excluído das decisões mais importantes do governo. Desde o início da gestão, Adilsinho foi sistematicamente deixado de lado, não tendo voz ou influência nas principais ações da administração municipal. Essa marginalização não apenas enfraqueceu o grupo político que levou Edegar ao poder, mas também deixou evidente a falta de unidade dentro da própria gestão.
Alianças Quebradas e Novas Parcerias
Com o rompimento das alianças e a crescente insatisfação dentro de seu governo, Edegar decidiu se unir a Éder Setter, antigo concorrente que Valdenir Santos venceu, formado pelo grupo político que comandou Nova Ubiratã por 8 anos, composto por figuras como Chiquinho do PT, Paulo Maier, Pipa, Ozemar do TRR, Marcos Felipe, e Freitas da Farmácia. Essa aliança, no entanto, é vista por muitos como um movimento desesperado para salvar uma gestão que perdeu apoio popular e político.
Além disso, a gestão de Edegar foi marcada por uma forte centralização do poder, que resultou na ruptura com nomes importantes do cenário político local. Um dos exemplos mais notáveis foi a saída de Jeferson Moreira, ex-secretário de Agricultura de Edegar. Jeferson foi demitido após se recusar a mudar de partido e entrar no União Brasil, um sinal claro de que a gestão não tolera divergências e busca eliminar qualquer forma de oposição interna.
A Força do Ex-Prefeito Valdenir Santos
Em meio a essa desordem, Valdenir Santos surge como uma figura de estabilidade e liderança. Com dois mandatos consecutivos como prefeito de Nova Ubiratã, Valdenir é reconhecido por sua habilidade de construir e manter alianças, algo que falta à gestão atual. Sua administração anterior é lembrada como um período de crescimento e progresso, em contraste com a desunião e o autoritarismo observados nos últimos quatro anos.
Valdenir, que também enfrenta desafios, continua a reunir o apoio de figuras importantes da política local, incluindo antigos aliados de Edegar, como Jeferson Moreira. Este apoio reforça a narrativa de que Valdenir é a melhor opção para restaurar a unidade e o progresso em Nova Ubiratã.
Arrecadação e Obras: Um Dinheiro Mal Utilizado?
Sob a gestão de Edegar, a arrecadação municipal quase dobrou, passando de R$ 80 milhões para cerca de R$ 150 milhões. Apesar desse aumento expressivo de recursos, grande parte desse dinheiro veio de obras do governo estadual, e a maneira como foi gerido levantou muitas dúvidas. Críticos apontam que, mesmo com mais dinheiro em caixa, o prefeito Edegar não conseguiu transformar essa receita em benefícios concretos para a população, agravando ainda mais sua imagem de centralizador e ditador.
Em contrapartida, Valdenir Santos promete um retorno a um governo participativo, onde cada voz é ouvida e respeitada. Sua campanha busca resgatar os valores de união e progresso que marcaram seus mandatos anteriores, com foco em construir um futuro próspero para todos em Nova Ubiratã.



















