A operação Miasma, deflagrada pela Polícia Federal, trouxe à tona um esquema de fraudes em contratos durante a pandemia da Covid-19 em Cuiabá. Os alvos da operação foram parentes da primeira-dama da cidade, Márcia Pinheiro (PV), que foram investigados por esquema de fraude e peculato.
Segundo as investigações, os contratos das empresas acusadas de participar do esquema foram feitos em 2021, em plena pandemia, e com dispensa de licitação. O valor dos contratos chega a R$ 3 milhões, que foram destinados à locação de ambulâncias e vans para auxiliar na campanha de vacinação contra a Covid-19.
A investigação apontou que a Secretaria de Saúde de Cuiabá engavetou por seis meses uma solicitação de contratação de veículos automotores considerada emergencial. No entanto, em um mês, foi resolvida a dispensa de licitação para a contratação das empresas ligadas aos familiares da primeira-dama.
Além disso, a operação revelou que a empresa responsável pelos contratos possuía apenas um Fusca ano 1986 e uma Kombi 2013 em sua garagem, mesmo assim, faturou milhões da prefeitura.
Essa não é a primeira operação que investiga desvio de recursos na gestão do prefeito Emanuel Pinheiro. Operações anteriores descobriram esquemas de superfaturamento em licitações para aquisição de medicamentos e desvio de recursos na área da saúde.
A operação Miasma evidencia a importância da fiscalização e combate à corrupção, especialmente em tempos de crise e emergência como a pandemia da Covid-19. A população de Cuiabá espera que os responsáveis sejam devidamente punidos e que medidas sejam tomadas para evitar novos casos de corrupção no município.





















